Não é um adeus, longe disso. Apenas um até breve.
E breve será o retorno.
A contagem pelo gregoriano deve ser bem digerida. Um ano... Passa rápido.
Difícil é gerenciar os segundos que formam os minutos, dias, semanas, meses que compõem o calendário folheado pela mente a cada momento.
Porque, esses, são computados pelo coração. E aí... Entra o sentimento.
Sentimento quintuplicado por um órgão que bate dentro do peito de mãe. E mãe dispensa, obrigado, consolo, paparicos, afetuosidade quando se trata de preencher o vazio que fica na ausência da prole.
Pai também, mas é diferente. Nascemos para prover, apoiar, orientar, impulsionar para a frente e para o alto a potencialidade latente dos herdeiros.
Pelo menos é o que tentamos demonstrar no dia-a-dia marcado pelos ponteiros do relógio.
Mostrar para nós e para os que nos cercam uma indiferença estudada ( eu que o diga ), pois sentimento de perda, ausência, o que for, é exclusividade feminina. Então, parceiro, esconda as lágrimas e limite-se a debulhá-las na solidão da intimidade.
E a ausência, culpa exclusiva da competência acadêmica precoce, deve e vai ser dividida entre todos que viram o crescimento daquele potencial. Partilharam as etapas vitoriosas e agora também dividirão com os mais próximos a dor da distância.
Vai lá, cara, com seus inseparáveis ¨dicionários¨ , sua sede de saber, seu foco, sua natural e lúdica aptidão para superar obstáculos.
Vamos ficar por aqui curtindo a certeza de que o quebra-cabeça dessa etapa da vida vai ser montado com surpreendente facilidade pelos neurônios privilegiados que compõem a estrutura de seu cérebro.
Estaremos aqui, observando a passagem da vida sem a sua presença, confortados pela magnitude da empreitada.
Viver é vivenciar escolhas.
Volta logo, pô.
Afinal, ainda não existe nano-saudade.
